Marcela T. Godoy

 

Marcela Godoy: é bióloga, docente da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Coordena e trabalha com projetos de Ensino, Pesquisa e Extensão voltados para o abolicionismo animal. Doutoranda em Ensino de Ciências na Universidade Estadual de Londrina. Assina a coluna “Consciência Animal” na Agencia de Noticias de Direitos Animais (ANDA), e colabora com o projeto de criação dos Educadores Brasileiros Abolicionistas Veganos (EBRAV).

 

Segue abaixo a entrevista que a educadora concedeu a LIGA ANIMALISTA.

 

LIGA: Hoje a Sra. é conhecida como educadora vegana abolicionista, como foi seu processo damasceno para chegar a esse posicionamento político, como foi a subida nos “ombros de gigantes”? 

Marcela Godoy: Tentarei resumir e ainda ficará um pouco extenso... Sou bióloga e sempre fui muito ligada aos animais não-humanos de maneira geral. Considero-me uma vinciana com relação a alguns deles (os que não se comem), pois penso que já nasci com a capacidade de empatia, ou seja, de me colocar no lugar do outro. Hoje sei que não nasci com isso, mas herdei dos meus pais que sempre me ensinaram o respeito pelos animais humanos (solidariedade, educação, voluntariado e etc) e que os animais não-humanos nasceram para ser livres. ALGUNS animais não-humanos. Ainda estavam fora da nossa consideração moral os animais explorados para alimentação. E os explorados em nome da “ciência” com “c” minúsculo mesmo, também. Rodeios, circos, zoológicos e comprar bichinhos em pet shops, pássaro em gaiola, cachorro em corrente ou apartamento sempre foram muito claramente rejeitados em minha família, antes de qualquer discussão sobre direito animal ter ganhado corpo. Ao contrário das outras famílias. Mas entendia perfeitamente os porquês dessa recusa em compactuar com a exploração mesmo que o mundo à minha volta fosse o oposto.  Daí o desconforto e a indignação que me acompanham desde sempre, ao presenciar qualquer forma de exploração legitimada ou não pela nossa sociedade. Na universidade (Licenciatura em Ciências Biológicas), sempre me posicionei contra qualquer prática vivisseccionista, mesmo com prejuízos nas notas de aulas práticas que para mim eram (e hoje comprovo isso) totalmente desnecessárias para minha formação.  Inclusive como pesquisadora. Não conhecia a lei da objeção de consciência na época. Sempre entrei em embates nas discussões de alguns conteúdos dentro de meu curso.  Formei-me em 1998 discutindo tudo empírica e intuitivamente. Na época, tive oportunidades de me engajar politicamente por meio do que era chamado ativismo. Mas várias vezes me afastei de pessoas que se diziam ativistas pelos animais, mas que estavam envolvidas com drogas. Que brigavam para baixar os preços dos restaurantes universitários para sobrar mais dinheiro para a maconha do final do dia. Pessoas que eram “contra o sistema” e ao mesmo tempo, alimentavam esse mesmo sistema que tanto criticavam. Falsos ativistas veganos. Afastei-me e me afasto de qualquer pessoa que tente impor seu ponto de vista de maneira agressiva ou incoerente. Afastar-me das pessoas não quer dizer me afastar da discussão. Violência, sabemos, não precisa ser física para se configurar como tal. Em 2006 fui presenteada por uma acadêmica de Pedagogia, Tamara Dantas com o DVD A Carne é Fraca, do Instituto Nina Rosa. Nunca tinha ouvido falar. Depois de ver o filme, entrei no site, que me levou ao site do PEA (Projeto Esperança Animal), que me levou ao livro do Tom Regan, Jaulas Vazias, (o primeiro que li e que foi como um tapa na minha cara, um soco no estômago) e que me levou aos trabalhos de Sônia Felipe, que dispensa apresentações. Aí percebi o quanto era vinciana com relação a tantos animais e relutante com relação a outros. Comecei a pesquisar, ler, comprei livros e mais livros, li centenas de artigos, e em 2006, pela primeira vez trabalhei com meus acadêmicos, as metamorfoses de Tom Regan. Aprofundamos os tópicos do livro com mais leituras e ao final do ano fizemos uma exposição de banners com cada uma das metamorfoses em um evento de Educação Ambiental. Aí constatamos o quanto ainda havia para ser discutido e o tamanho do “véu” que encobria/encobre as discussões sobre os animais não-humanos. Mesmo trabalhando com o abolicionismo animalista, não deixei de ser carnista. Mas com “consciência” e cada vez mais refém da culpa. Aí foi a vez de ler artigos e livros sobre dieta, receitas, suplementação, carências nutricionais, neurologia. Os estudos direcionaram-se para os mitos de que não é possível uma alimentação vegetariana saudável. Cozinhando e procurando opções vegetarianas mas ainda alternando com a dieta carnista, assim foi por um bom tempo. Daí veio o ovo-lactismo. Paralelamente a toda essa historia, conflitos e erros e acertos com a dieta, foi-se desenvolvendo e consolidando uma posição política, uma postura e escolhas para a vida, não só onde atuo profissionalmente,  já participando de congressos, conferências sobre a temática animalista abolicionista, em grandes e pequenos centros. O veganismo veio só em 2011 e sempre digo que ainda estou em processo, pois cada dia aprendo mais e vejo que erro também. Mas com a diferença da sensação de libertação. Não posso deixar de mencionar a influência de minha amiga Andresa Jacobs, também colunista da ANDA, companheira de notas baixas nas aulas praticas vivisseccionistas na universidade que muito antes de eu racionalizar minhas escolhas, conheceu e praticou o veganismo e que atua brilhantemente na educação formal, não formal e informal, comum engajamento político forte e há mais tempo que eu. Não tenho o perfil de ativista no sentido estrito da palavra. Mas me exponho sempre através dos meus posicionamentos em sala de aula e fora dela, dos debates públicos e da defesa da educação vegana abolicionista em qualquer esfera através de argumentos e pressupostos consolidados. Se pudesse resumir em uma palavra desencadeadora de todo o processo, seria INFORMAÇÃO. Por isso acredito na educação vegana.

 

 

LIGA:  A Sra. poderia definir o que é educação vegana?

Marcela Godoy: Uma Educação pautada pelo respeito aos animais humanos e não-humanos. Pautada no princípio da não-violência e da abolição de qualquer exploração animal. Ao mesmo tempo reformula totalmente o modo de vida nocivo para corpos e mentes que a educação formal tradicional vem reforçando. Um movimento que começa a tomar forma em termos quanti/qualitativos no Brasil. Ainda tímido mas forte e com potencial para quebrar os paradigmas já consolidados. Com ramificações possíveis que abrem espaço para discutir e possui relações com sexismo, machismo, antropocentrismo e etc.

LIGA:  Como a Sra. vê o descaso dos biólogos diante da coisificação dos animais não-humanos e dos ecossistemas naturais, ambos vistos como recursos para os humanos?

Marcela Godoy:  Há um paradoxo total por parte da maioria, se pensarmos pelo viés animalista abolicionista. Veja o juramento do biólogo: “Juro, pela minha fé e pela minha honra e de acordo com os princípios éticos do Biólogo, exercer as minhas atividades profissionais com honestidade, em defesa da vida, estimulando o desenvolvimento científico, tecnológico e humanístico com justiça e paz”. (enunciado regulamentado pelo Conselho Federal de Biologia - Decreto nº 88.438, de 28 de junho de 1983). Ao analisar a conduta de alguns colegas de profissão, poderia dizer que as premissas de defender a vida, com justiça e paz, não se estendem a todas as espécies. Há o predomínio de muita falácia naturalista. No meio formal das especialidades, o ecocentrismo é muito forte. As espécies são consideradas importantes de acordo com sua utilidade, grau que ocupam na escala de extinção e não são consideradas enquanto organismos individuais com necessidades, prole, cultura e etc. Tenho tido a oportunidade de trabalhar com professores da área de Ciências Biológicas em sua formação inicial e continuada sob a ótica biocêntrica. E agradeço aos colegas, pesquisadores, professores veganos abolicionistas que vem produzindo material muito bem fundamentado, através dos quais é possível questionar com fundamento científico o atual status antropocêntrico e utilitarista sobre a visão que os biólogos em especial vêm construindo sobre os animais não-humanos na Biologia enquanto ciência dura. Temos pressa, mas a desconstrução quando trabalhada gera a demanda por um novo paradigma. E isso leva tempo. E, novamente, se pudesse resumir em uma palavra que representasse a perspectiva da maioria dos profissionais da área, seria ESPECISMO.

 

LIGA:  A Sra. poderia falar sobre o projetos de pesquisa e extensão voltados ao abolicionismo animal que desenvolve na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)?

Marcela Godoy: Nas duas frentes o foco sempre foi a ética biocêntrica e antes de mais nada, trazer à tona e à discussão, questões de dentro da própria universidade, que legitimam a exploração animal (vivisseccionismo, conteúdos especistas dos currículos da educação básica e superior e etc). A diferença é que na pesquisa a linguagem muda para atender aos eventos, às publicações e outras formalidades que a configuram como tal. Na extensão, as atividades são direcionadas para a comunidade acadêmica e não acadêmica. Alguns cursos são direcionados exclusivamente para professores de todas as áreas que atuam na Educação Básica. E variam desde um referencial sólido e discussões sobre a temática, apresentação de conteúdos, até a oferta de cursos de culinária vegetariana com a produção e degustação de pratos, leites veganos, aliados aos fundamentos teóricos e desmistificação. Vale ressaltar que os cursos para a comunidade são estruturados sobre as metamorfoses de Tom Regan. As cinco metamorfoses são aprofundadas e complementadas com referenciais de outros autores. Atualmente os projetos de ensino e extensão estão suspensos porque estou afastada de minhas atividades na universidade em função do doutorado e ninguém quis assumir tais projetos.  Mas continuo desenvolvendo voluntariamente, atividades relacionadas à educação vegana. Com relação à pesquisa, estou desenvolvendo no doutorado, uma tese voltada para a educação vegana no ensino superior.  O recorte está voltado para estratégias semióticas de ensino e análise que favoreçam a educação vegana, com foco na antivivissecção.

 

LIGA: Pelos trabalhos da Sra. nos últimos anos percebemos que é fundado no recorte bioético da ética prática contemporânea chamado ‘biocentrismo’. Qual a importância dessa corrente filosófica para educação vegana?

Marcela Godoy: É uma das correntes filosóficas que pode colocar em cheque o antropocentrismo e seus desdobramentos, por abarcar em seus fundamentos, a consideração moral a todos os animais não-humanos.

 

 

LIGA: Segundo o professor Leon Denis, existem dois tipos de educação vegana: a não-formal, realizada pelos ativista em qualquer lugar e situação; e a formal, realizada nas escolas, tendo os direitos animais como componente curricular. No seu livro “educação vegana: tópicos de direitos animais no ensino médio” ele afirma que, por enquanto, a formal só é realizada no Brasil. A Sra. concorda com essa afirmação e com essa divisão da educação vegana?

Marcela Godoy: Eu entendo que Educação Formal é a realizada em instituições de ensino: escolas, colégios, universidades, faculdades e etc. os espaços não formais como museus, zoológicos, jardins botânicos, observatórios e etc podem se constituir em espaços formais conforme a intenção didática do professor. Considero a atuação dos ativistas em qualquer lugar e situação como educação informal.  Quanto ao fato de os direitos animais constarem como componente curricular apenas no Brasil, desconheço o fato, não tenho informação suficiente. Mas o Professor Leon, que é uma de minhas referências tem mais leitura que eu sobre esse aspecto e se ele afirma isso, eu não tenho motivos para pensar que não.

 

LIGA:  Uma crítica muito comum aos educadores veganos é direcionada ao uso que eles fazem em sala de aula de vídeos que exibem imagens de animais não-humanos sendo torturados e assassinados como: A Carne é Fraca, Não Matarás e Terráqueos. Como a Sra. avalia essa crítica?  

Marcela Godoy: Com cautela. Como diz Tom Regan, são verdades dolorosas de se ver, porém, verdades. Não podemos virar o rosto e a tendência da maioria das pessoas é fazer isso. Porque ao tomar consciência dos fatos, se sentem obrigadas a fazer algum movimento para sair de sua posição confortável e assumir sua responsabilidade como co-autoras das barbáries que veem desveladas. Ninguém gosta de assistir a esses documentários. Nem os abolicionistas, mas algumas pessoas não viram o rosto. Esses documentários, posso afirmar que são responsáveis pelo momento damasceno de muitas pessoas.  Concordo com Nina Rosa que diz, chorem, fiquem indignados, mas não virem o rosto. A omissão é a forma mais cruel de fazer o mal. Tom Regan menciona a apelação de mau gosto. Isso existe e afasta as pessoas. Não é o caso dos documentários mencionados, que são carregados de informações e trazem à tona reflexões que por outros meios não sairiam do nível elementar. A única cautela que me refiro no início, se refere à restrição da utilização desses documentários em determinadas faixas etárias. Essa é uma constatação pessoal. Talvez óbvia. Com crianças do ensino fundamental I eu não utilizo, mas me valho de outros recursos. já utilizei bastante material do ULA (União Libertária Animal) para esse nível. No fundamental II seleciono algumas cenas. Somente no Ensino Médio e na Universidade não faço nenhuma restrição. Também não faço restrição nos cursos de extensão para formação de professores. Mas aos poucos vamos aprendendo a driblar as dificuldades de início como pais batendo na porta da escola, sendo até agressivos, grupos formados em reuniões de pais para afrontar por afrontar sem entender nada, pedagogos, diretores e colegas achando tudo um absurdo. Que falam tanto em autonomia do professor e formação crítica do aluno e parecem esquecer tudo isso em se tratando de abolicionismo animal.

Obs: trabalhei quinze anos com ensino fundamental II e médio, três com fundamental II e desde 2006 atuo também no Ensino Superior, onde leciono disciplinas relacionadas a esses níveis de Ensino: Estágio Docente em Ciências Biológicas (no curso de Biologia que envolve ensino Médio e Fundamental II) e Fundamentos das Ciências Naturais (no curso de Pedagogia, que envolve especialmente Educação Infantil e Ensino Fundamental I).

 

LIGA: No artigo “Passeio ao zoológico: sob outra ótica, sob outra ética”, a Sra. relata a experiência que teve ao fazer uma visita técnica com seus alunos. É senso comum veganos abolicionistas boicotarem visitas a locais declaradamente exploradores de animais (com exceção, quando é uma manifestação contrária ao local), a Sra. ainda vê essas visitas técnicas como “ferramentas extremamente educativas se mudarmos a análise e a perspectiva”? 

Marcela Godoy: Sem dúvida, desde que haja uma preparação prévia desses alunos através de leituras e discussões sobre abolicionismo animal. Senão, não levo e não vou sob hipótese alguma. Quase tudo o que conhecemos da indústria de exploração animal, devemos a ativistas que se infiltraram nesses “antros” que boicotamos, com o olhar sob outra perspectiva. O boicote é uma ferramenta da qual me valho sempre. Boicotamos através das nossas escolhas. Como menciono no texto do zoológico, a ética e a ótica do passeio são outras. Não pagamos a entrada por se tratar se um trabalho “educativo” na concepção do zoo, mas mesmo que tivéssemos financiado a exploração através do dinheiro pago na nossa entrada, ver as concepções abolicionistas dos alunos (futuros professores) se consolidando e acompanhar suas intervenções na comunidade escolar depois de visitas como essas, é sempre um bem maior. Durante a visita, seus olhares atentos a cada detalhe legitimador da exploração disfarçados de “educação ambiental” reforçam que esse tipo de prática é extremamente válido. Ninguém achou “bonitinho”, pelo contrário. Meus alunos conseguem ler nas entrelinhas cada palavra disfarçada. Se não houver uma preparação prévia desses interlocutores, corre-se o risco de vermos a perpetuação do paradigma dominante, o que não é nosso objetivo. Se há a preparação prévia, a desconstrução se consolida na prática.

 

LIGA: Gostaríamos de terminar essa entrevista pedindo que a Sra. indicasse alguns livros e/ou artigos que deveriam ser leitura de cabeceira para as pessoas que querem se tornar educadores veganos.

Marcela Godoy: Indicarei  algumas leituras que, a mim foram muito úteis inicialmente e continuam sendo referências que sempre volto a consultar. Penso que a formação do professor vegano passa pela reformulação dos seus conceitos, escolhas e hábitos. Não acontece da noite para o dia. Essas indicações abaixo podem ajudar a iniciar um processo pessoal de transformação/libertação e isso naturalmente reflete na prática pedagógica. Não acredito na educação neutra, não sou uma educadora neutra. Assumidamente. Essas leituras servem para adentrar um universo ainda pouco explorado pelos educadores. É um terreno movediço que vai se solidificando à medida que adquirimos informação e a transformamos em conhecimento. E esse conhecimento tem que ser renovado cotidianamente, readaptado, como parte da práxis de um educador que busca estar atualizado e muitas vezes, à frente dos conhecimentos que imperam no presente. E é importante frisar que a educação vegana não demanda conteúdos a mais que devem ser trabalhados, o maior temor dos professores. Mas implica principalmente em mudar o foco, a perspectiva  das abordagens didáticas  e romper com o antropocentrismo e o especismo que imperam nas instituições de ensino.

Para quem está começando, sugiro uma leitura dos conteúdos dos sites na Nina Rosa, ULA, PEA e o da ANDA. Os três primeiros disponibilizam material educativo como slides, documentários e animações especificamente para o professor. Do site da ANDA, recomendo a leitura diária das principais notícias veiculadas e do artigo do colunista mais recente, para desconstruir concepções ingênuas sobre veganismo fundamentadas principalmente em modismos. E também para ter contato com a dura realidade dos animais não-humanos. Para os educadores, recomendo especialmente as colunas de Leon Denis, Sonia Felipe, Andresa Jacobs e Aleluia Heringer. E claro, a minha coluna, Consciência Animal que também aborda sob a perspectiva da educação vegana , alguns assuntos educacionais, em alguns artigos. A maioria dos artigos dos colunistas da ANDA, creio eu, servem para construir um referencial teórico bem sólido.

Com relação a livros, indico o Jaulas Vazias, do Tom Regan. Se alguém tiver que ler um único livro na vida, que seja esse.

Para quem quer um livro sobre  Educação Vegana, indico o de mesmo nome,  do professor Leon Denis, que traz textos muito bons, indicando sua relação com a construção do conhecimento vegano abolicionista em sala de aula. Faz ponte com referências máximas para fortalecer o referencial teórico abolicionista como Gary Francione, Sonia Felipe e Tom Regan, entre outros.

Sugiro o Educação ou Adestramento Ambiental, da Paula Brugger que põe por terra a Educação Ambiental especista e questiona os paradigmas aceitos na Educação Ambiental vigente.

Iniciando um aprofundamento dos desdobramentos e das várias facetas da exploração animal e da consciência animal, indico Libertação Animal, Ética Prática e A Ética da Alimentação de Peter Singer; O homem e o mundo natural de Keith Thomas, A expressão das emoções no homem e nos animais, de Darwin, A política sexual da Carne, de Carol Adams, A verdadeira Face da Experimentação Animal, de Thales Trez e Sergio Greif, Galactolatria: mau deleite e Ética e Experimentação Animal, de Sonia Felipe. Autores como Mark Bekoff (Minding Animals), Jeffrey Moussaieff  (quando os elefantes choram) e etc.

Todos esses livros trazem no seu referencial teórico, a indicação de outros livros e artigos. É uma “bola de neve”.

Indico também a leitura da Revista dos Vegetarianos que, embora comercial, traz bastante informação, não somente sobre nutrição. E mostra que existe outro mundo possível, acessível e sem dependência da crueldade praticada contra os animais.